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Servidores da BC contam suas experiências de vida no mundo da leitura

publicado: 29/10/2021 13h27, última modificação: 03/01/2022 17h57
Livros Coraline, O homem que calculava e O mundo de Sofia serviram de inspiração

Nesta sexta-feira (29), comemora-se o Dia Nacional do Livro, data que serve para marcar e ressaltar a importância desse artigo tão importante na vida de milhares de pessoas, que pode ser encontrado em bibliotecas, escolas, sebos, estantes e, principalmente, nas mãos e mentes de leitores espalhados mundo afora.

Entrevistei três pessoas que fazem da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (BC/UFPB) um lugar acolhedor e de muito aprendizado, auxiliando na rotina de milhares de estudantes que fazem da BC um ambiente de estudo e valorização da ciência e educação. Ao longo dessa matéria, elas falam sobre livros que as tenham marcado, bem como sobre a importância que a leitura tem em suas vidas e na sociedade.

A primeira entrevistada é a estagiária Juliana Aquino, que atua na Divisão de Serviços ao Usuário (DSU). Para ela, o livro que mais a marcou foi Coraline, do escritor Neil Gaiman. “Além de ter aflorado em mim o gosto por leitura, me ensinou o que é a coragem e como devemos enfrentar os nossos medos, pois é isso que a história traz em seu contexto. Eu estava passando por um processo depressivo complicado e a personagem Coraline me encorajou com sua garra e coragem”, completa.

Para além do aspecto da contação de uma história, do desenvolvimento de um enredo, de personagens, entre outros fatores presentes em livros, Juliana ressalta o aspecto sociopedagógico presente nas obras e no ato da leitura. “Sem dúvida a leitura é a chave para a formação do cidadão. Ela forma pensadores, críticos e o conhecimento pelos seus direitos. Quem lê nunca fica sem saber.”

A bibliotecária Jacqueline Rimá, ávida leitora de histórias de aventura e ficção, destaca o livro de aventura infanto-juvenil O homem que calculava, de Malba Tahan (pseudônimo do professor de Matemática Júlio César de Mello e Souza). A vice-diretora da Biblioteca Central leu o livro três vezes. “Ele desperta nossa curiosidade pela matemática de forma envolvente, apresentando, de forma lúdica, aspectos históricos da origem dessa belíssima ciência.”

A paixão de Jacqueline pela leitura transparece ao falar da importância desta para si e para a sociedade. “A leitura pode mudar a vida de uma pessoa. É voz no silêncio, companhia na solidão e consolo na aflição. Feliz daquele que tem acesso a uma coleção de livros, a uma biblioteca!”, ressalta.

O bibliotecário Carlos Rolim destaca o livro O mundo de Sofia, do escritor e professor de Filosofia Jostien Gaarder. Ele diz que, apesar de lê-lo por obrigação, acabou surpreendido “[...] pela leveza e didaticidade com que aborda um tema como a evolução do pensamento filosófico. Vale a leitura e todo o conhecimento adquirido a partir dela”.

Rolim aponta uma reflexão sobre como o estímulo à leitura desempenhou (e ainda desempenha) função primordial na sua trajetória de vida. “Na infância, o desejo por me tornar um leitor, na época, ainda das histórias em quadrinhos e livros infantis, foi um impulso fundamental que norteou toda a minha busca por educação, de lá até os dias de hoje”. Em relação à sociedade, o bibliotecário afirma que a leitura, dentre outras coisas, pode dotar as pessoas de pensamento crítico, para que não sucumbam, nem padeçam às consequências de informações vagas e unilaterais.

Neste dia 29, abra um livro, comece ou termine uma leitura. Visite uma biblioteca, um sebo, uma livraria, descubra e redescubra os encantos que há por trás de cada página e livro aberto. 

Texto e ilustrações: Marcus Martins

Fotos: Internet